O Projeto Quintais Mendonça, iniciativa da CPFL Energia e da State Grid em parceria com o Sebrae, vem promovendo uma transformação concreta na vida de famílias de comunidades indígenas e assentados em João Câmara, no Rio Grande do Norte (RN). Alinhado ao Plano ESG 2030 da companhia, o projeto integra educação ambiental, inclusão produtiva e transição energética, gerando valor compartilhado e fortalecendo o desenvolvimento local.
A iniciativa beneficia diretamente 30 famílias por meio da estruturação de atividades como apicultura, meliponicultura, quintais produtivos e uso de energia solar em espaços comunitários. Mais do que complementar, essas ações vêm se consolidando como uma importante fonte de renda extra, ampliando a segurança financeira sem substituir práticas tradicionais da região.
Nesta terça-feira, 28, foi realizada uma reunião de encerramento deste ciclo do projeto, reunindo participantes e parceiros. Na ocasião, também foi reforçado que a iniciativa terá continuidade, com desdobramentos previstos para ampliar as ações e consolidar os avanços já obtidos.
Na frente ambiental e energética, o Quintais Mendonça fortalece a biodiversidade local e promove a transição para fontes limpas. Já foram plantadas 2.000 mudas de espécie frutíferas da Caatinga, ampliando as áreas de polinização e criando um ciclo sustentável de produção. Além disso, 5 sistemas solares fotovoltaicos foram instalados em espaços comunitários, incluindo escolas, associação, igreja e museu, levando energia limpa e reduzindo custos locais.
A estrutura produtiva implantada demonstra a escala e consistência da iniciativa: são 25 apiários (abelhas com ferrão) e 5 meliponários (abelhas sem ferrão) em operação, além de 3 ecopontos para coleta seletiva, reforçando o compromisso com a gestão ambiental.
No campo da geração de renda, os números evidenciam o potencial transformador do projeto. Cada produtor pode alcançar até 400 kg de mel por safra, com possibilidade de até 3 safras anuais, conforme o regime de chuvas. Isso representa uma atividade de alta produtividade, capaz de fortalecer a renda das famílias ao longo do ano.
Na meliponicultura, atividade de maior valor agregado, a produção inicial já permite a comercialização de cerca de 15 kg por produtor por safra, além da possibilidade de geração de renda adicional com a venda de enxames.
Outro destaque é o avanço da autonomia produtiva. O que começou com estruturas básicas evoluiu rapidamente: famílias que antes operavam com uma única caixa de abelhas hoje ampliam suas produções por conta própria, investindo em novas colmeias e aprimorando o manejo. Esse movimento demonstra apropriação do conhecimento, fortalecimento da confiança e sustentabilidade do projeto no longo prazo.
Além dos impactos produtivos, o projeto também fortalece o tecido social. Houve aumento da participação comunitária, maior inclusão de mulheres, jovens e idosos e fortalecimento do sentimento de pertencimento ao território, evidenciando uma transformação que vai além dos indicadores econômicos.
O Sebrae atua como parceiro estratégico desde a concepção, apoiando a capacitação técnica, a gestão e o acesso a mercado, garantindo que a produção se converta em negócio sustentável.
Para a CPFL Energia, o Quintais Mendonça demonstra, na prática, como a presença territorial pode gerar impacto positivo duradouro. Ao promover inclusão produtiva, conservação ambiental e acesso à energia limpa, o projeto materializa os compromissos do Plano ESG 2030 e reforça a geração de valor compartilhado com as comunidades.
“Estamos falando de uma iniciativa que combina geração de renda, fortalecimento social e conservação ambiental, com protagonismo das próprias comunidades. Esse é o tipo de transformação que buscamos promover em nossos territórios de atuação”, destaca Rodolfo Sirol, diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente do Grupo CPFL.
O Projeto Quintais Mendonça segue como um exemplo de como parcerias estratégicas e o engajamento comunitário podem gerar impactos reais, promovendo autonomia, inclusão e um futuro mais sustentável.