Os três primeiros jogos da Seleção Brasileira nos jogos esportivos de 2026 impactaram diretamente o comportamento do consumo de energia nas áreas de concessão da CPFL Energia. O monitoramento realizado pela Gerência de Operação da Transmissão (ROT) identificou o padrão característico observado em grandes eventos esportivos: queda da demanda durante as partidas, especialmente nos momentos de maior atenção do público, seguida por uma rápida retomada após o encerramento dos jogos.
Nas áreas atendidas pelas distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga e CPFL Santa Cruz, que somam cerca de 7,5 milhões de unidades consumidoras, o primeiro jogo da Seleção, contra o Marrocos, em 13 de junho, registrou redução gradual da carga ao longo da partida. A demanda partiu de aproximadamente 6.900 MW e atingiu o patamar mínimo de 6.230 MW durante o intervalo, voltando para cerca de 6.770 MW após o apito final. Na comparação com um sábado sem o evento esportivo, o comportamento evidencia a influência da transmissão sobre os hábitos de consumo dos clientes.
Já na segunda partida, disputada contra o Haiti em 19 de junho, a curva de carga apresentou comportamento semelhante. A demanda iniciou o período em aproximadamente 7.400 MW, recuando para 5.850 MW durante o momento de maior audiência da partida e retornando para cerca de 6.200 MW após o encerramento do jogo.
O mesmo padrão foi observado no terceiro confronto da fase de grupos, diante da Escócia, em 24 de junho. Nas áreas de concessão da companhia, a carga passou de aproximadamente 9.260 MW para 7.160 MW ao longo do 1° tempo, durante o intervalo subiu ao patamar de 7.655 MW, recuperando-se rapidamente para cerca de 7.800 após o término da transmissão.
Na área de concessão da CPFL RGE, responsável pelo atendimento de cerca de 3,1 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul, o comportamento também se repetiu. No jogo de estreia, a carga caiu de aproximadamente 2.717 MW para 2.380 MW durante o intervalo da partida, retornando para cerca de 2.550 MW ao final do confronto. No jogo contra Haiti, a demanda registrou oscilações equivalentes, passando de 3.330 MW para 2.800 MW antes do final do 1º tempo e retornando para 3.000 MW durante o intervalo do jogo. Diante da Escócia, além dos efeitos já observados durante os jogos, as baixas temperaturas registradas no estado do Rio Grande do Sul, a demanda pré-jogo registrou máxima de 4.450 MW entre às 18h e às 19h, redução para 3.750 MW durante o 1° tempo, 4.050 MW no período do intervalo da partida e, após o término da transmissão do jogo, a demanda alcançou rapidamente o patamar de 4.050 MW.
De acordo com especialistas da companhia, o fenômeno ocorre porque milhões de consumidores alteram simultaneamente seus hábitos durante os jogos, reduzindo o uso de equipamentos elétricos e adiando atividades domésticas para depois das partidas. O resultado é uma queda perceptível da demanda durante os 90 minutos e uma elevação abrupta logo após o apito final, quando chuveiros, eletrodomésticos, aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos voltam a ser acionados ao mesmo tempo.
Para garantir a segurança e a estabilidade do sistema elétrico diante dessas oscilações, a CPFL Energia estruturou uma operação especial para todos os jogos da Seleção Brasileira. A companhia reforçou as equipes de campo e dos Centros de Operação, suspendeu temporariamente desligamentos programados para manutenção durante os horários das partidas e ampliou o monitoramento em tempo real da rede elétrica.
A preparação para eventos dessa magnitude começa meses antes do início da competição. A empresa realiza o mapeamento de instalações estratégicas, como torres de transmissão de TV, centros de transmissão e locais com grande concentração de público para exibições coletivas, incorporando esses pontos ao monitoramento prioritário da operação.
Além disso, sistemas digitais e ferramentas avançadas de análise de dados auxiliam os operadores na tomada de decisão, permitindo respostas rápidas diante das variações de carga observadas durante os jogos.Com a Seleção avançando na competição e mantendo elevados índices de audiência, a expectativa é de que o comportamento da curva de carga continue refletindo a mobilização dos brasileiros em torno do futebol, exigindo acompanhamento permanente das equipes responsáveis pela operação do sistema elétrico.
(Divulgação/CPFL Energia)