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Denúncias levam à regularização de 380 instalações na região da Fronteira Noroeste em 2025

Data:
13/05/2026
Escrito por:
Assessoria de imprensa

 A CPFL RGE regularizou no ano passado 380 instalações na região da Fronteira Noroeste a partir de denúncias feitas por clientes. Foram 1.333 relatos recebidos ao longo do período, que resultaram em inspeções ou operações conjuntas com as autoridades policiais e na recuperação de mais de 154 MWh de energia desviada, o equivalente ao consumo médio de 76 residências por um ano.“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirma Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.





Cabos de “gatos” recolhidos pela CPFL em inspeção (Divulgação/CPFL Energia)


Entre os municípios com maior volume de fraudes e furtos identificados na região da Fronteira Noroeste, a cidade de São Borja está em primeiro lugar com 77 casos. Santo Ângelo ocupa a segunda posição com 58 e Santa Rosa fica em terceiro com 36 casos.


Veja as 5 cidades da região com maior número de recuperação:


RGE Região Fronteira Noroeste 2025

 




































Município


Denúncias Fraudes
São Borja 239 77
Santo Ângelo 181 58
Santa Rosa 245 36
Palmeira das Missões 51 20
Horizontina 34 17

Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e colocam em risco a população.


Por serem feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede, causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o responsável direto, mas também a comunidade ao redor.


Crimes que encarecem a energia

O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.


No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.





Medidor adulterado flagrado em inspeção: fraudes podem agravar penas para furto de energia (Divulgação/CPFL Energia)


Tecnologias contra irregularidades

Além das denúncias, as detecções de irregularidades são apoiadas pelo uso crescente de tecnologias de blindagem pela CPFL RGE. Em 2025, a distribuidora investiu R$ 31,5 milhões nessas soluções, que envolvem a instalação de caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos no alto de postes e, no segmento industrial, de conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.


“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, conclui o gerente.


SERVIÇO

Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.