A CPFL RGE regularizou no ano passado 380 instalações na região da Fronteira Noroeste a partir de denúncias feitas por clientes. Foram 1.333 relatos recebidos ao longo do período, que resultaram em inspeções ou operações conjuntas com as autoridades policiais e na recuperação de mais de 154 MWh de energia desviada, o equivalente ao consumo médio de 76 residências por um ano.“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirma Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.
Cabos de “gatos” recolhidos pela CPFL em inspeção (Divulgação/CPFL Energia)
Entre os municípios com maior volume de fraudes e furtos identificados na região da Fronteira Noroeste, a cidade de São Borja está em primeiro lugar com 77 casos. Santo Ângelo ocupa a segunda posição com 58 e Santa Rosa fica em terceiro com 36 casos.
Veja as 5 cidades da região com maior número de recuperação:
Município | Denúncias | Fraudes |
| São Borja | 239 | 77 |
| Santo Ângelo | 181 | 58 |
| Santa Rosa | 245 | 36 |
| Palmeira das Missões | 51 | 20 |
| Horizontina | 34 | 17 |
Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e colocam em risco a população.
Por serem feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede, causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o responsável direto, mas também a comunidade ao redor.
O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.
No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.
Medidor adulterado flagrado em inspeção: fraudes podem agravar penas para furto de energia (Divulgação/CPFL Energia)
Além das denúncias, as detecções de irregularidades são apoiadas pelo uso crescente de tecnologias de blindagem pela CPFL RGE. Em 2025, a distribuidora investiu R$ 31,5 milhões nessas soluções, que envolvem a instalação de caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos no alto de postes e, no segmento industrial, de conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.
“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, conclui o gerente.
Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.