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Denúncias levam à regularização de 16.146 instalações pela CPFL Energia em 2025

Data:
27/04/2026
Escrito por:
Assessoria de imprensa

A CPFL Energia regularizou no ano passado 16.146 instalações a partir de denúncias feitas por clientes das áreas de concessão de suas quatro distribuidoras (CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz e CPFL RGE). Foram mais de 58 mil relatos recebidos ao longo do período em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, que resultaram em inspeções ou operações conjuntas com as autoridades policiais e na recuperação de 17,5 mil MWh de energia desviada, o equivalente ao consumo médio de quase 8,7 mil residências por um ano.


As regiões atendidas pela CPFL Paulista concentraram o maior número de irregularidades, com 6.379 casos identificados a partir de 26,8 mil denúncias. Na área da CPFL RGE foram 6.294 ligações regularizadas com base em 18,4 mil relatos. A CPFL Piratininga registrou 2.999 casos (11,3 mil denúncias), e a CPFL Santa Cruz, 474 (1,6 mil denúncias).


“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirma Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.


Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e colocam em risco a população.


Por serem feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede, causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o responsável direto, mas também a comunidade ao redor.


Crimes que encarecem a energia

O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.


No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.


Tecnologias contra irregularidades

Além das denúncias, as detecções de irregularidades são apoiadas pelo uso crescente de tecnologias de blindagem pela CPFL Energia. Em 2025, o grupo investiu no total R$ 160,9 milhões nessas soluções, que envolvem a instalação de caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos no alto de postes e, no segmento industrial, de conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.


“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, conclui o gerente.


SERVIÇO

Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.





Cabos de “gatos” recolhidos pela CPFL em inspeção
(Divulgação/CPFL Energia)





Medidor adulterado flagrado em inspeção: fraudes podem agravar penas para furto de energia
(Divulgação/CPFL Energia)