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CPFL RGE participa de exercício simulado de atendimento a situações de deslizamento de terra

Data:
07/05/2026
Escrito por:
Assessoria de Imprensa

A CPFL RGE participou esta semana do exercício simulado de atendimento a situações de riscos decorrentes de desastres climáticos, organizado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul. O 1º Simulado de Deslizamento de Terra aconteceu em Bento Gonçalves, na Serra, para testar os planos de contingência das instituições e verificar a capacidade de resposta rápida e satisfatória à sociedade nesses casos. Durante a atividade, foi possível verificar os avanços já existentes nos atendimentos envolvendo danos à rede elétrica e a integração entre os órgãos envolvidos nessas situações.


Segundo o Gerente de Operações de Campo, Elvis Gassen, o principal ganho, do ponto de vista do trabalho de recomposição da rede, foi a boa integração com os principais protagonistas da linha de frente no enfrentamento de crises. “O exercício demonstrou o quanto avançamos no sentido de termos contato direto com os órgãos, ampliando nossa capacidade de enfrentar a perda de infraestrutura básica, como em bloqueio de estradas ou perda de comunicação da internet convencional”, enumera Gassen. Além disso, ele considera que a oportunidade foi importante para identificar oportunidades de melhoria para os processos e, com o anúncio de novos simulados, há a expectativa de conseguir dar sequência ao aperfeiçoamento do plano de contingência.


Na avaliação do Coordenador de Operações de Campo, Douglas Pazzini, a CPFL RGE atuou dentro do esperado para essas situações, realizando o desligamento da rede em tempo de evitar riscos maiores. “Nossos procedimentos foram seguidos à risca, o que nos deixa satisfeitos, embora tenhamos que estar em constante avaliação dos protocolos para seguirmos avançando e corrigindo eventuais anormalidades.”


O local onde se realizou o exercício é uma encosta urbana suscetível a deslizamentos de solo e queda de blocos, especialmente em casos de chuva constante. A área abriga aproximadamente 140 pessoas e 36 edificações potencialmente expostas. Uma ocorrência real no local poderia afetar cerca de 800 pessoas.


Foram utilizados manequins soterrados, pessoas reais da comunidade dadas como desaparecidas e resgate de feridos com helicópteros e encaminhamento para hospitais. Um abrigo montado “emergencialmente” recebeu cerca de 80 pessoas entre moradores e figurantes. Psicólogos simularam atendimento às famílias dos desaparecidos dentro do abrigo. Helicópteros, viaturas, ambulâncias e outros equipamentos participaram dos trabalhos em tempo real.


Entre as ações programadas, estavam emissão de aviso meteorológico e alertas cell broadcast, a instalação de um Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, a interrupção dos serviços de energia elétrica, água e telefonia e a evacuação da área. O exercício envolveu mais de 200 profissionais para testar fluxos de comunicação, comando e controle; avaliar o emprego dos elementos de preparação e resposta em eventos críticos; e validar o fluxo de alertas, a triagem de vítimas, o emprego de recursos de acolhimento e outros aspectos logísticos.


A CPFL RGE estava presente com uma equipe de eletricistas para fazer o “desligamento” da rede, possibilitando maior segurança ao trabalho de “resgate de vítimas” pelos bombeiros. Lideranças da empresa, como gerentes e coordenadores, permaneceram na sala de crise acompanhando o andamento do trabalho, como se fosse uma situação real.


“É fundamental estarmos cada vez mais preparados para casos extremos, especialmente no tempo de resposta e na garantia de segurança com a rede elétrica para que todos possam executar suas funções”, disse a consultora de Negócios da CPFL RGE, Laise Grzebieluckas.


O 1º Simulado de Deslizamento de Terra contou, além da CPFL RGE e da Defesa Civil, com a participação da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto-Geral de Perícias, FEPAM e Secretarias da Saúde, de Desenvolvimento Social e de Comunicação. Participaram, ainda, o Exército Brasileiro, a Agência Nacional das Telecomunicações, a Prefeitura de Bento Gonçalves e o Instituto Cultural Floresta, como apoiador.Bento Gonçalves foi escolhida por ser a quarta cidade com maior risco geológico no Rio Grande do Sul. Foi a primeira vez na história que o Estado promoveu uma ação deste porte. Tudo ocorreu dentro dos protocolos consolidados após as enchentes de 2024 e possibilitou avaliar a articulação interinstitucional, com preparação e resposta integradas a partir do emprego do Sistema de Comando de Incidentes (SCI), ferramenta de gestão padronizada que organiza resposta a situações de emergência.