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Racismo e saúde mental: Café Filosófico CPFL debate impactos na escuta clínica

Data:
13/04/2026
Escrito por:
Assessoria de imprensa



Psicanalista Priscilla Santos de Souza analisa como as questões raciais interferem na saúde mental | Foto: Suellen Oliveira


Em um momento em que o debate sobre saúde mental ganha novas camadas de complexidade, o Café Filosófico CPFL promove, nesta quinta-feira (16), às 19h, um encontro que coloca em pauta uma questão urgente e ainda pouco explorada: os impactos do racismo na constituição do sofrimento psíquico e nos próprios fundamentos da escuta clínica. A convidada da noite é a psicanalista Priscilla Santos de Souza, que propõe uma reflexão crítica sobre como o racismo, enquanto elemento estrutural da sociedade brasileira, atravessa tanto a experiência subjetiva quanto a teoria e a prática da psicanálise. A gravação do programa acontece na sede do Instituto CPFL, em Campinas, com transmissão ao vivo pelo canal do programa no YouTube. Com entrada gratuita e proposta de diálogo com o público, o encontro integra o módulo dedicado aos dilemas contemporâneos da saúde mental e reforça o compromisso do programa em tensionar temas centrais do nosso tempo sob uma perspectiva crítica e plural.


Partindo da premissa de que o sofrimento psíquico é indissociável de fatores como raça, classe e gênero, a palestra amplia o debate ao questionar modelos tradicionais de diagnóstico e intervenção. Em foco, está a necessidade de uma clínica mais atenta às condições sociais e políticas que moldam os sujeitos e suas formas de sofrimento. “O sofrimento psíquico não se produz no vazio. Ele é atravessado por marcadores sociais que definem lugares possíveis ou impossíveis para os sujeitos no laço social. Ignorar essas dimensões é também limitar a escuta clínica”, afirma Priscilla.


A especialista também destaca o potencial transformador da clínica nesse contexto: “Se o racismo estrutura desigualdades e produz efeitos concretos na subjetividade, a clínica pode, e deve, se colocar como um espaço de elaboração, reconhecimento e produção de outras formas de existência”.


Sobre a palestrante

Priscilla Santos de Souza é doutora e mestre em Psicologia Clínica pela USP, com formação também em História pela Universidade Estadual de Maringá. Integra o Laboratório de Pesquisa e Extensão em Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL), do Instituto de Psicologia da USP, e atua como técnica em Assuntos Educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), onde participou da construção do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (NEAB). É ainda tesoureira da Rede Interamericana de Pesquisa em Psicanálise e Política (REDIPPOL), desenvolvendo pesquisas voltadas às relações entre psicanálise, política e marcadores sociais da diferença.