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Hospitais podem reduzir custos de energia ao revisar sistemas pouco visíveis da operação

Data:
19/01/2026
Escrito por:
Assessoria de imprensa

Climatização, sistemas elétricos e funcionamento ininterrupto fazem com que hospitais estejam entre os maiores consumidores de energia. Ainda assim, a gestão do consumo energético segue sendo um dos pontos menos observados na rotina operacional de muitas instituições, o que pode resultar em custos elevados e desperdícios ao longo do tempo.


Em hospitais a eficiência energética está diretamente relacionada à segurança assistencial e à continuidade operacional, especialmente em áreas críticas como centros cirúrgicos, UTIs e setores de diagnóstico. A revisão de sistemas como climatização e infraestrutura elétrica pode gerar ganhos relevantes sem comprometer o funcionamento da instituição.


Um projeto recente implantado no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre, ilustra como a análise técnica desses sistemas pode contribuir para a redução do consumo de energia e o aumento da confiabilidade da operação. A iniciativa envolveu a modernização da central de climatização e da infraestrutura elétrica do complexo hospitalar, com foco em estabilidade, eficiência e segurança.


A nova central de climatização foi dimensionada para atender integralmente a operação hospitalar, inclusive em cenários de amplitudes térmicas extremas, permitindo maior controle do uso de energia em áreas sensíveis. Já a atualização da subestação elétrica amplia a redundância do fornecimento e reduz riscos associados a falhas ou oscilações.


Além da tecnologia, o projeto também evidencia uma alternativa pouco explorada por instituições de saúde e outros grandes consumidores: modelos que permitem modernizar a infraestrutura utilizando a economia gerada no próprio consumo de energia, evitando desembolsos imediatos e trazendo previsibilidade orçamentária.


“Em ambientes hospitalares, a eficiência energética começa pela análise de sistemas que normalmente não estão no centro da gestão cotidiana, como climatização e infraestrutura elétrica. Quando esses sistemas são redesenhados é possível reduzir consumo, aumentar a confiabilidade da operação, sem interferir na rotina assistencial”, afirma Álvaro Augusto Fernandes Neto, gerente aplicação Eficiência Energética da CPFL Soluções.


Com prazo estimado de 12 meses para conclusão, a iniciativa integra um conjunto de investimentos voltados à qualificação da infraestrutura física e energética do hospital, que se prepara para os próximos ciclos de crescimento e aumento da complexidade assistencial.O caso reforça que avaliar sistemas tradicionalmente “invisíveis” da operação pode representar uma oportunidade concreta de redução de custos e aumento da segurança, não apenas em hospitais, mas também em outros estabelecimentos que dependem de energia de forma contínua.